Arquitetura Inclusiva: qual a responsabilidade do arquiteto?

June 23, 2017

 

 

Arquitetura inclusiva, ou arquitetura sem barreiras é quando os espaços construídos, sejam eles abertos ou fechados, no espaço urbano ou nas edificações são capazes de suportar pessoas com variadas características e habilidades físicas em suas atividades diárias.

 

 

A arquitetura inclusiva  não se limita a proporcionar acesso somente (no sentido de poder entrar nos lugares), mas também dar condições para que as pessoas utilizem os espaços e todas as suas facilidades com segurança e autonomia.

 

Disponibilidade de acesso não significa que o espaço é inclusivo!!

 

Imagine a seguinte situação: supondo que um dado restaurante possua uma entrada acessível e espaço suficiente entre as mesas para que todas as pessoas, independente da maneira como se locomovem (seja com as pernas, com cadeiras de roda, utilizando muletas, etc.), possam chegar ao lugar, entrar e sentar-se à mesa. Agora imaginem o que acontece se as instalações sanitárias deste restaurante não forem acessíveis para todas as pessoas. Resultado: o dono do restaurante estará perdendo clientes por que o espaço da sua empresa não consegue atender às necessidades de seus clientes.

 

E é importante colocar dentro do grupo “clientes”, além das pessoas com deficiência, os idosos, as gestantes, os obesos, as crianças, pessoas que estão em condições de deficiência temporária, entre outros. Ou seja: o grupo “clientes” é extremamente amplo e possui uma gama variada de características físicas que precisam ser compreendidas e consideradas nas soluções de projeto.

 

E como o arquiteto entra nessa conversa?

 

O arquiteto é o profissional que possui conhecimento técnico para o desenvolvimento destes projetos e precisa ter a sensibilidade em relação ao usuário na hora de projetar, afinal de contas, os projetos normalmente são desenvolvidos para atender em primeiro lugar a uma necessidade funcional. Questões estéticas são importantes também, mas não adianta um espaço ser bonito se não consegue atender às necessidades de uso das pessoas.

 

Qual a responsabilidade do arquiteto nisso tudo?

 

Com a promulgação do Decreto Federal 5296/2014, que institui a obrigatoriedade da existência de acessibilidade nos espaços, o papel do arquiteto na promoção da arquitetura inclusiva passou a ser central, sendo exigido inclusive que nos Registros de Responsabilidade Técnica (RRT) esteja declarado o atendimento às normas de acessibilidade.

 

Assim, é obrigação do arquiteto garantir que as soluções adotadas vislumbrem a acessibilidade nos espaços.

 

Quais são os critérios que precisam ser atendidos para que a arquitetura seja inclusiva?

 

A norma técnica brasileira NBR-9050/2015 – estabelece os critérios mínimos para a acessibilidade nos ambientes construídos e no espaço urbano.

 

Contudo, a arquitetura inclusiva vai muito além do atendimento mínimo das normas de acessibilidade. É preciso que o arquiteto mude seus paradigmas na hora de desenvolver o projeto, aplicando um olhar mais humano e menos mecanicista para o usuário, compreendendo a diversidade implícita no público para o qual se projeta. Além disso, é necessário que vejamos a arquitetura como parte de um sistema interligado e altamente influenciado pelo meio urbano.

 

A filosofia do Design Universal, neste sentido, é uma grande ferramenta para orientar arquitetos e urbanistas sobre como projetar espaços que inclusivos.

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